quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O mercado, o alarme, a fechadura e o primeiro dia de aula.

Agora que criei o blog, tudo de lambança ou maluquice que eu faço já fico pensando: isso eu vou ter que postar lá. É bom porque assim eu não esqueço e ainda contribuo pra risada da galera que não vive sem minhas piadas e minhas gafes.
Então vamo lá:
As coisas aqui em casa estavam acabando e eu precisava comprar comida. Afinal de contas tava vivendo a base de coisas rapidas e isso não faz mt bem. Daí resolvi que ia no mercado. Peguei meu casaco, tranquei a casa e fui andando pois o mercado não fica muito longe daqui. Mais uma vez esqueci minhas sacolas retornáveis em casa e aqui vc paga por cada sacola plástica que usa. É bom porque conscientiza, mas eu... tenho a consciência afetada pela falta de memória =/
O mercado é pequeno mas cheio de frescuras. Logo na entrada tinha uma roleta. Passei por ela e entrei logo buscando por um carrinho. Mas não tinha carrinho, nem cestinha, nem nada. Estavam todos do lado de fora. Aíííí, eeeuu, na minha inteligência, fui tentar voltar pela mesma roleta, pois não vi a outra saída. A roleta podia simplesmente não rodar. Certo? ERRADO! A roleta não só não rodou como fez soar um alarme por todo mercado, mais ou menos assim: PEEEEEMMM PEEEEEMMM PEEEEEEMMM PEEEMMM. Eu vi a hora que luzes vermelhas iam invadir o mercado e soldados do BOPE iam descer por cordinhas. Meldes. Fiquei totalmente sem ação diante daquele som absurdo e nem preciso dizer que mais uma vez TODOS os madrilenhos, imigrantes, cachorros e pulgas olharam pra minha cara. Dei aquele sorriso amarelo, pensando comigo mesmo: como eu ia saber, gente? Daí veio um menino de uns 15 anos, que trabalha no mercado e com toda a calma disse que a saída era pelo outro lado. Enfim... Comprei comida. Cozinhar é muito legal e sempre gostei. Poder cozinhar aquilo que te dá na telha é melhor ainda. Ainda fiz um quase "Mais Você" com os amigos pelo msn e skype hahaha, foi muito engraçado.
No dia seguinte seria meu primeiro dia de aula. Entrar 12:40 na aula não tem preço. Disso eu não sinto saudades do Brasil. Não quero nunca mais acordar as 5 da manhã hahahaha. Enquanto eu me arrumava, meio que apressado, fui colocando as coisas na mochila e só me restavam o notebook e a pasta com alguns papeis da universidade (horario e sala de aula, essas coisas). Na correria fechei a porta do quarto e quando tentei a abrir... ela não abria. Eu estava do lado de fora do quarto, meu note e meus papeis dentro, a luz acesa e eu pra fora . Minha salvação era que minha mochila tava lá embaixo, na sala. Caso contrário nem mochila eu teria. A porta não abriu de nenhum jeito. Minha chave era como se não fosse feita pra porta. Desesperei né? Como vou explicar isso? Como vou chamar chaveiro agora? Num dá. Fui pra aula e larguei tudo lá daquele jeito hahahaha... Quando voltei - pedindo a Deus pra porta abrir - tentei de todas as formas possiveis abrir aquela bendita. Até que uma vozinha falou no meu ouvido: experimente usar as chaves dos outros quartos. Daí fui lá fazer isso. E não é que consegui? Moral da história: as chaves estavam trocadas. Não ia abrir nunca, pois aquela chave nunca foi do meu quarto. E quanto ao primeiro dia de aula? Fui assistir a disciplina de diversidade e inclusão. Quando cheguei na sala e perguntei sobre a materia, fui recebido com um silêncio absurdo. A menina só conseguiu balançar a cabeça positivamente. hahahahahahaha MORRI... SÓ TINHA MULHER NA SALA. Mulher não, menina, tipo: 18 anos, estudo na PUC e faço Relações Internacionais. Acho que nunca entrou um garoto naquela turma hahahahahahaha... E olha logo pra quem que elas vão olhar: pra mim! hahahaha Com tanto menino bonito aqui. Acho que é a escassez de homem na educação. Dá nisso. hahaha A aula é perfeita, o professor é muito figura. O Felipe tbm faz essa aula, chegou atrasado e teve uma crise de tosse que acho que Madrid inteira ouviu. Bom, esses são os relatos mais engraçados dos meus últimos dias aqui em Madrid. É impressionante como eu consigo fazer tanta coisa engraçada em pouco tempo. Agora que eu paro pra escrever é que me dou conta disso. Se alguém me contasse, eu não acreditaria.

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2 comentários:

  1. Phillipe de Brasil á Madrid, mas com as mesmas aventuras!! Saudades!!

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  2. Hey! Descobri seu blog na comunidade do Fórmula no Orkut!
    Boa sorte ai em Madrid!
    Vou acompanhar suas aventuras!

    Beijinhos,
    Bruna Durante

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