Saí dalí, fui andando pela rua onde pude finalmente olhar um pouquinho a cidade que é LINDA. Arquitetura encantadora, o trânsito irganizado, céu azul, sol e um frio do cão. MAS É MUITO FRIO. Mais frio do que em Paris, onde o céu era mais cinza do que meu mau-humor. Daí o Felipe teve a brilhante ideia de tentar usar meu cartão mais uma vez num caixa eletronico. Só que aqui os caixas são diferentes. A Thaysa deve lembrar como eles são pois é igual aos que encontramos em Lima. O cartão entra TOTALMENTE na máquina. Na hora que fiz isso o banco já tinha fechado. Adivinhem oq aconteceu? meu cartão foi engolido e não saiu. hahahaha INFARTEI. DEI UM PITÍ. GRITEI PROS ATENDENTES QUE AINDA ESTAVAM NO BANCO... Eles me olharam e fingiram q não me viram. Esse é um belo exemplo de que não devemos blasfemas quando as coisas estão ruins. Afinal de contas, elas sempre podem piorar. Voltei pro hostel desolado. O Felipe me ajudou muito. Me deu dinheiro pra eu estender a diária, foi comigo em alguns lugares que precisavamos pra ver alguns lances de aluguel e tal.... Nem preciso dizer que coloquei minha família de cabeça pra baixo em casa. E eles ficaram mais preocupados ainda com essa distância toda.
Foi aí que comecei a entender a responsabilidade de ser independente e principalmente a importância de depender e acreditar que Deus pode me ajudar e só ele teria como me resgatar daquela situação. Pude ver que aqui posso ter muitos atrativos, muitas distrações e não posso perder meu foco. Não vou deixar de me divertir, mas responsabilidade e coerência são fundamentais nessa nova vida.
Depois de mobilizar mundos e fundos e acreditar que se não confiasse eu ia passar a vida aqui igual o mendigo q vi ontem, eu fui dormir, descansando (em muitos sentidos).
Acordei hoje e fui ao banco. Cheguei lá e expliquei tudo pra mulher. Só de falar pra ela minha garganta já ficava remexida. sabe aquela voz embargada? De criança que diz pro adulto: moçoo, c viu minha mãe? Era eu! hahaha Aí a mulher: Bueno, el cajero esta funcionando. Cómo tu tarjeta puede estar allí ? Aí eu: moça eu perdi ela ali dentro. Olha por favor. Ela foi muito desacreditada, colocou a mão... e rachou a cara hahaha. O cartão tava lá. =) Nem sei explicar a felicidade que senti. Acho que foi o momento mais feliz desses dois dias. MUITO mais feliz do que no momento em que pisei em Madrid. hahaha
Acho que consegui entender a importância de ser grato pelas pequenas coisas. Conseguem entender? Saí dali muito mais confiante. E realmente, meu dia foi incrível. A universidade é PER-FEI-TA. Fiquei uns 3 minutos parado igual um babaca observando a fachada. O entorno tbm é muito lindo. Peguei meu horário e pela graça de Deus vou estudar de tarde. eeeeee uhauhauhauhauha \o/ ... As aulas começam dia 31 e nesse tempo terei calma pra ver um quarto num apartamento bacana. Hj mesmo começo isso. Já marquei de ir num apartamento que fica num bairro muito bom e bem próximo à Comillas.
É isso aew... Tow feliz =)
A gente sofre com vc enquanto lê essas coisas.
ResponderExcluirQue bom irmão que tudo está entrando nos eixos...
Bjos
Que incríveis essas histórias Phil. E a gente pensa que tudo serão flores, festaaaa! É o período de adaptação mesmo, daqui a pouco vc tira de letra. Acho que já está se virando muito bem. Nada mais pode abatê-lo (Será??). Boa sorte nos próximos dias. Muita luz!!
ResponderExcluirBjus!
Ê, fiz um perfil aqui para comentar!
ResponderExcluirTô amando ler os posts! Parece que estou ouvindo e vendo vc contar essas histórias com todos os gestos possíveis...
Força amigo, se cuida! Se alimenta direito... Não se encha de besteiras, OK? Tô de olho em vc, po aqui!
Beijos, Thais Tavares