Mal eu sabia que eu veria nos minutos e horas que se seguiriam. Não cabe aqui dizer o que eu vi no seu sentido mais profundo. Só posso dizer que to feliz. A casa é linda, fui muito bem acolhido. A Emília é incrivel, me deu toda assitência, me ensinou a mexer nas coisas, trouxe almoço, comprou outras comidas, comprou cabides, ferro de passar hahaha... Parece uma tia. Antes de me deixar e ir pra sua casa, me fez prometer que eu ia me alimentar, rs. Uma fofa. Tive um momento muito bom aqui depois que fiquei sozinho, colocando muita coisa em ordem, descobrindo e redescobrindo mta coisa. To em paz. Segunda feria começam as aulas, mas to ansioso mesmo é pelo dia seguinte. E vamos assim, fazendo aquilo que posso fazer: viver um dia de cada vez =)
sábado, 29 de janeiro de 2011
Onde devia estar!
No começo do dia disse uma frase que ao longo do dia fui catando seus sentidos e desdobramentos. Tava no carro com a Emilia, comentando com ela sobre tudo o que tenho vivido aqui em Madrid e disse que alguma razão tinha que ter nisso tudo. Ela completou a frase dizendo que com certeza que tinha e que eu ia olhar isso tudo mais cedo ou mais tarde e ia ver claramente o que isso tudo significava.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A busca pela casa encantada *-*
O título é do will, que definiu com ele meus últimos dois dias aqui. Acho que nunca ouvi em tantas línguas diferentes as palavras aluguel, apartamento, quarto, depósito, etc etc etc... Hj meu dia foi exclusivamente dedicado a isso.
Rodei a pé o centro de Madrid inteiro, até as imediações da universidade (como da Presidente Vargas até a Glória mais ou menos), feliz, contente... to começando a ver que quem anda no dia-a-dia pelo Rio, tira Madrid de letra. A cidade não é tão grande como se imagina. Vi alguns lugares e é impressionante como nada é como parecer ser. Bati com a cara na porta em alnguns lugares, outros me disseram que queriam alguém que fosse ficar mais tempo. Outros deram um endereço onde não havia quarto nenhum sendo alugado. No último contato - que era o primeiro de todos, pois quando cheguei em Madrid ja tinha esse endereço - foi onde encontrei a maior surpresa.
O apartamento que na verdade é uma casa é lindo. Cabou de ser reformado. Fica há alguns minutos do centro, mas nem me importo. O preço, o conforto e o entorno me conquistaram hahaha... Nem sei explicar a alegria que senti quando vi isso se resolvendo. Agora é me preparar pra amanhã juntar mais uma grana, resolver uns assuntos aqui e me mudar no sáabdo. \o/ Obrigado a todos que torceram, oraram, acompanharam isso tudo aqui no blog, enfim. Valeu pessoa. A busca acabou, não sou mais sem teto. =)
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Em busca do aprendizado... Acho que to chegando lá =)
Oi pessoal! Finalmente consegui um tempo pra sentar aqui com o note e escrever como foram esses meus dois últimos dias. Bom, vou continuar antes q eu surte... to do lado de um menino viatnamita viciado em música espanhola... é mt engraçado hahaha ele canta TODAS. Bom gente, antes de mais nada queria dizer q to vivo, abrigado e alimentado. Depois de todos aqueles perrengues pra conseguir chegar no albergue tudo SÓ piorou. Tentanto resolver meus problemas pela manhã, em busca de desbloquear o cartão (Obrigado pela ajuda Rodrigooooooo), o Felipe finalmente me encontrou aqui e pudemos dar uma volta pela cidade em busca de um banco. Encontrei um Santander onde fui carinhosamente atendido por uma ogra. hahaha... ela me disse beeeem simpática (NÃO) EL BANCO SANTANDER DE ESPAÑA NO TIENE NINGUNA RELACCION CON EL SANTANDER DE BRASIL... daí eu: tooomaaaa.. uhauhauuahuaha
Saí dalí, fui andando pela rua onde pude finalmente olhar um pouquinho a cidade que é LINDA. Arquitetura encantadora, o trânsito irganizado, céu azul, sol e um frio do cão. MAS É MUITO FRIO. Mais frio do que em Paris, onde o céu era mais cinza do que meu mau-humor. Daí o Felipe teve a brilhante ideia de tentar usar meu cartão mais uma vez num caixa eletronico. Só que aqui os caixas são diferentes. A Thaysa deve lembrar como eles são pois é igual aos que encontramos em Lima. O cartão entra TOTALMENTE na máquina. Na hora que fiz isso o banco já tinha fechado. Adivinhem oq aconteceu? meu cartão foi engolido e não saiu. hahahaha INFARTEI. DEI UM PITÍ. GRITEI PROS ATENDENTES QUE AINDA ESTAVAM NO BANCO... Eles me olharam e fingiram q não me viram. Esse é um belo exemplo de que não devemos blasfemas quando as coisas estão ruins. Afinal de contas, elas sempre podem piorar. Voltei pro hostel desolado. O Felipe me ajudou muito. Me deu dinheiro pra eu estender a diária, foi comigo em alguns lugares que precisavamos pra ver alguns lances de aluguel e tal.... Nem preciso dizer que coloquei minha família de cabeça pra baixo em casa. E eles ficaram mais preocupados ainda com essa distância toda.
Foi aí que comecei a entender a responsabilidade de ser independente e principalmente a importância de depender e acreditar que Deus pode me ajudar e só ele teria como me resgatar daquela situação. Pude ver que aqui posso ter muitos atrativos, muitas distrações e não posso perder meu foco. Não vou deixar de me divertir, mas responsabilidade e coerência são fundamentais nessa nova vida.
Depois de mobilizar mundos e fundos e acreditar que se não confiasse eu ia passar a vida aqui igual o mendigo q vi ontem, eu fui dormir, descansando (em muitos sentidos).
Acordei hoje e fui ao banco. Cheguei lá e expliquei tudo pra mulher. Só de falar pra ela minha garganta já ficava remexida. sabe aquela voz embargada? De criança que diz pro adulto: moçoo, c viu minha mãe? Era eu! hahaha Aí a mulher: Bueno, el cajero esta funcionando. Cómo tu tarjeta puede estar allí ? Aí eu: moça eu perdi ela ali dentro. Olha por favor. Ela foi muito desacreditada, colocou a mão... e rachou a cara hahaha. O cartão tava lá. =) Nem sei explicar a felicidade que senti. Acho que foi o momento mais feliz desses dois dias. MUITO mais feliz do que no momento em que pisei em Madrid. hahaha
Acho que consegui entender a importância de ser grato pelas pequenas coisas. Conseguem entender? Saí dali muito mais confiante. E realmente, meu dia foi incrível. A universidade é PER-FEI-TA. Fiquei uns 3 minutos parado igual um babaca observando a fachada. O entorno tbm é muito lindo. Peguei meu horário e pela graça de Deus vou estudar de tarde. eeeeee uhauhauhauhauha \o/ ... As aulas começam dia 31 e nesse tempo terei calma pra ver um quarto num apartamento bacana. Hj mesmo começo isso. Já marquei de ir num apartamento que fica num bairro muito bom e bem próximo à Comillas.
É isso aew... Tow feliz =)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O grande dia, a grande merda e a grande bênção.
Resumo minha chegada em Madrid com essa frasezinha de efeito aí do título, mas que com certeza representa perfeitamente oq eu vivi hj. Bom, vamo por partes:
Saí do Rio após me despedir de todos os meus amigos ao longo de toda uma semana. Paty e Dila ainda foram no aeroporto acompanhando minha família. No alvoroço da situação, em meio as conversas no saguão enquanto aguardava o embarque, não me liguei numa coisinha muito importante... Aliás, me liguei sim, mas abstraí. Sabe quando a gente vai viajar e fica todo enculcado com tudo aquilo q vc não pode deixar pra trás? Pois é... eu tava assim. E quem me conhece sabe q eu sou a neurose em pessoa... Procuro meu Riocard 30 vezes na bolsa e sempre acho que na esquina seguinte eu posso esquecê-lo... Enfim... Quando passei pela paradinha la do embarque, lembrei do que havia esquecido. TROCAR O DINHEIRO NA CASA DE CAMBIO. Ou melhor: eu sequer tinha sacado ele, quanto mais trocado. Tinha deixado pra fazer isso no aeroporto e apaguei da mente. Quando entrei e me dei conta, tentei voltar, mas a mocinha do embarque disse que eu não precisava me preocupar, afinal de contas tinha santander na europa toda, principalmente em madrid e que assim que eu chegasse poderia sacar e trocar. OK. Embarquei. O vôo até Paris foi tranquilo; Cheguei aqui as 8 da manhã e tudo estava absolutamente escuro. Mais parecia 3 da madruga. Um friiiiiooooo... Meldels (como diria o João Pedro). De Paris peguei um outro avião as 9:30 pra vir pra Madrid. O vôo demorou MUITO pra sair e muito mais pra chegar. O piloto teve que ficar dando voltas nas cercanias pq nao tinha autorização pra pousar. Ficamos mais ou menos 1 hora rodando. Desembarquei meio dia, peguei minhas coisas e fui em busca de um cajero electrónico del banco santander (falei isso mil vezes)... Por fim achei um na estação do metro q fica dentro do aeroporto eeeee... o caixa não aceitou meu cartão. PIREI... Como eu ia sair dali? Oq eu ia fazer? não tinha como ligar pra ninguém, não tinha como voltar pro Brasil, não tinha como nada... juro que o filme Terminal passou diante dos meus olhos. Eu contava a história pras moças do balcão de informações, desesperado já, quando me lembrei que eu tinha 10 reais na carteira usahsauhasuhasas ... Aí o Senhor iluminou minha mente e tive o entendimento do que deveria fazer. Com 10 reais troquei no cambio por euros (deu pouco mais de 4 euros), aí a moça do balcão me orientou a comprar a passagem de metro e ir até o endereço do albergue. Lá alguém poderia me ajudar. Té pq eu tinha duas opções: albergue ou universidade. Mas no albergue a reserva ja tava feita e ja tinha pago o sinal. Era só chegar. FUI. Peguei o metro com duas malas E-NOR-MES, minha mochila e minha herança genética. Afinal de contas sou filho do Laizinho (quem conhece sabe como ele SABE e só ele sabe se virar da melhor forma possivel) e neto da Dona Elenir, que carrega sacolas mais pesadas do que seu proprio peso se deixar.
O lado bom disso tudo foi que conheci o metro de Madrid. Não tem como explicar. Ele liga a cidade toda. É lindo, limpo, organizado. TODAS AS PESSOAS DO METRO OLHAVAM PRA MINHA CARA. Té pq tinha la um ou outro com mala vindo do aeroporto tbm... mas com a mudança completa só eu. hahaha ... Eu andava carregando as duas malas, quando tinha escada subia com uma, descia e pegava a outra... E geral olhando. Mas tenho que dizer que Deus realmente colocou anjos ao meu redor, como disse minha vó. Várias pessoas foram super solicitas, me indicando as estações em que eu devia descer e a outra que deveria pegar o outro metro e por fim, um ultimo anjo me trouxe até a porta do albergue. Entrei, gostei muito do lugar e fui muito bem recebido. CONSEGUI USAR O CARTÃO PRA PAGAR O RESTO DA RESERVAAA \O/ o que mostra que pra alguma coisa ele ta funcionando. Acho que é só no caixa eletronico. Bom, esse é o relato do dia em que um estudante brasileiro conseguiu sobreviver em Madrid com 4 euros. Amanhã vou ao banco resolver isso e tbm vou encontrar a Emilia, dona de um apartamento q esta alugando dois quartos. Encontro o Felipe amanhã pra irmos ver isso. Beijos família, amo vcs, beijos amigos... e é isso.
=D
Ps: deixo aqui a palavra que iluminou meu caminho e me fortaleceu desde que eu saí de casa e nos momentos tensos com as malas dentro do metro sem saber pra onde ir: salmos 25.
Beijos
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